O artigo de 1954 contra a “tradição da qualidade” francesa é o manifesto que acende a Nouvelle Vague. Truffaut acusa o cinema de roteiristas que engessam a mise en scène; pede cineastas que filmem como se escrevessem.
Les Quatre Cents Coups (1959) estreia em Cannes e apresenta Antoine Doinel — o menino que corre, que mente, que olha para nós no freeze-frame da praia. É autobiografia disfarçada de crônica, e o primeiro grande sucesso da vague.
Em Jules et Jim, a liberdade de montagem convive com uma doçura que Godard raramente permitia. Truffaut é o coração sentimental da política dos autores — e o seu primeiro best-seller.

