Documentarista de arquivos (Nuit et Brouillard) antes do primeiro longa, Resnais chega à ficção com a literatura de Marguerite Duras e, depois, de Robbe-Grillet. O tempo não flui: recua, salta, insiste.
Hiroshima mon amour (1959) entrelaça um caso de dois dias com a cicatriz da guerra. A montagem não ilustra a memória — ela é a memória, com suas elipses e suas repetições.
Na Rive Gauche, Resnais é o arquiteto: corredores, museus, cidades reconstruídas. O autor aqui é um editor do tempo histórico.
