Redator-chefe de Cahiers, Rohmer filma como quem observa uma conversa na beira de um lago: luz natural, cenários modestos, personagens que se explicam demais e se entendem de menos.
Os Contes moraux e os Comédies et proverbes são um laboratório de desejo e casuística. O drama cabe num passeio, num feriado, numa frase que não deveria ter sido dita.
Sua modernidade é paradoxal: parece cinema do século XIX filmado com os meios do século XX. Poucos autores confiaram tanto na inteligência do espectador — e na beleza de um plano parado.
