Le Beau Serge (1958) é, para muitos historiadores, o primeiro longa da Nouvelle Vague. Chabrol tinha o dinheiro da herança da mulher e a pressa dos críticos que queriam parar de só escrever.
Depois, especializa-se no thriller da boa consciência: infidelidades, venenos, jantares em que a faca está na mesa e na frase. Hitchcock lido por um moralista irônico.
Menos citável que Godard, mais constante que quase todos: Chabrol prova que o autor também é um ofício — um olhar que se reconhece de filme em filme.
